Geologia

A geodiversidade corresponde à variedade natural de minerais, fósseis, rochas, solos, formas de relevo, ambientes e processos geológicos ativos, como por exemplo uma erupção vulcânica ou a ação erosiva do mar no litoral. A geodiversidade apresenta uma estreita relação com a biodiversidade, pois engloba toda a base terrestre que sustenta a vida, sendo o resultado da evolução da Terra desde a sua origem. Aos olhos do comum dos mortais ressalta facilmente a diversidade das paisagens naturais e culturais, contudo, habitualmente passa despercebido o facto dessa diversidade paisagística e cultural resultar da geodiversidade.

Apesar de ter uma área geográfica relativamente reduzida, Portugal é um país com uma enorme geodiversidade, bastando observar a variedade de cores e traços de um simples mapa geológico ou contemplar as suas distintas e belas paisagens. O Algarve não é exceção a esta regra e a sua diversidade natural e cultural reflete a sua geodiversidade. Num retângulo de 5000 Km2, com 140 km de comprimento e 50 km de largura, podemos explorar cerca de 400 milhões de anos de histórias guardadas nas rochas e nas paisagens algarvias. No Algarve existem muitos geossítios – locais com um significado geológico e geomorfológico especial – que podem ser visitados, apresentados, explicados, interpretados e valorizados. O património geológico do Algarve é de facto rico e único e, como tal, deve integrar um plano de valorização e promoção, sem nunca esquecer a sua conservação.

O concelho de Vila do Bispo, integrado no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, beneficia de uma grande e ímpar geodiversidade com geossítios de referência a nível regional, nacional e internacional. Apenas a título de exemplo e sem qualquer explicação adicional, guardando-as para outras ocasiões, destacamos os tsunamitos da Boca do Rio, as pegadas de dinossauro da Praia da Salema e da Praia Santa, os recifes de coral fossilizados da Praia da Mareta e do Pontal da Carrapateira, os lápias e algares da Plataforma de Sagres, as dunas fossilizadas da Praia da Mareta e da Praia do Castelejo e a discordância da Ponta do Telheiro. Este património geológico não pode continuar a ser negligenciado e deve ser promovido numa perspetiva turística sustentada, nomeadamente através do geoturismo – uma das várias vertentes do turismo de natureza.


Conteúdos produzidos por: GeoWalks & Talks

ROSÁRIO OLIVEIRA

CMVB

Email gabinete.turismo@cm-viladobispo.pt

ALEXANDRA LOPES

SPEA

Email alexandra.lopes@spea.pt

ANABELA SANTOS

ALMARGEM

Email asantos@almargem.org